LinkedIn Ads é a plataforma de anúncios do LinkedIn, a rede onde os profissionais mantêm cargo, empresa e experiência atualizados. Para quem vende para outras empresas, isso permite algo que nenhum outro canal faz com a mesma precisão: mostrar o anúncio só para as pessoas que participam da compra, pelo cargo, pela função e pelo setor em que trabalham.
Neste guia de LinkedIn Ads para B2B explicamos quando a plataforma vale a pena, como montar o público, quais ofertas funcionam, os formatos, a escolha entre formulário nativo e landing page, o orçamento, as métricas e os erros mais comuns. O tema aprofunda o guia de tráfego pago B2B.
Quando o LinkedIn Ads vale a pena
- O público é definido pelo cargo. Diretores de operações, gerentes de compras, engenheiros de manutenção: pessoas fáceis de descrever e difíceis de achar em outras redes.
- Cada venda tem valor alto. O clique costuma custar mais do que em outras plataformas, e a conta só fecha quando um contrato paga muitos cliques.
- O cliente ainda não procura no Google. Soluções novas, que o mercado não sabe que existem, precisam ser apresentadas, e o LinkedIn faz isso para o público certo.
- O ciclo é longo e envolve várias pessoas. Os anúncios mantêm a empresa presente para o grupo de compra enquanto a decisão amadurece.
Quando existe busca pelo que você vende, a rede de pesquisa do Google costuma trazer leads mais baratos. O LinkedIn entra como complemento, para alcançar quem ainda não procura e para acompanhar quem já visitou o site.
Há também o efeito de marca. Mesmo quem não clica vê o nome da empresa associado ao problema que ela resolve, repetidas vezes, no mesmo lugar em que acompanha o próprio setor. Quando chega a hora da compra, essa lembrança pesa na lista de fornecedores, e é comum o lead chegar depois por outro caminho, como uma busca pelo nome da empresa ou uma indicação.
As peças de uma campanha
Uma campanha de LinkedIn Ads para B2B tem duas partes, o público e a campanha, com quatro decisões:
- Cargo e função: quem participa da decisão de compra.
- Setor e empresa: o perfil das empresas que compram de você.
- Oferta: um diagnóstico, um estudo ou uma demonstração que valha o clique.
- Formulário: nativo do LinkedIn ou numa landing page, sempre ligado ao CRM.

Como montar o público
Segundo a página de anúncios do LinkedIn, é possível segmentar profissionais por cargo, função, setor e outros atributos. No B2B, a combinação mais comum junta três camadas:
- Quem: cargos ou funções que participam da compra, com o nível de senioridade certo.
- Onde trabalha: setores e porte das empresas que compram de você.
- Onde está: a região que a empresa atende.
Para vendas focadas em contas específicas, dá para subir uma lista de empresas e mostrar os anúncios só para quem trabalha nelas. Também é possível alcançar quem visitou o site, desde que a tag do LinkedIn esteja instalada, o que transforma a plataforma num remarketing com filtro de cargo.
O cuidado é não restringir demais. Um público muito pequeno encarece a entrega e esgota rápido; um muito amplo desperdiça verba com quem não decide nada. O ponto certo depende do mercado, e os primeiros testes mostram onde está.
Públicos para cada etapa da compra
Uma estrutura que funciona bem no B2B separa o público em três grupos, cada um com uma mensagem:
- Público frio: cargos e setores certos que ainda não conhecem a empresa. Recebem conteúdo útil e ofertas de baixo compromisso, como um estudo ou um guia.
- Público morno: quem interagiu com anúncios, assistiu a um vídeo ou visitou o blog. Recebe casos de clientes e ofertas de diagnóstico.
- Público quente: quem visitou a página de serviço, de preço ou de contato. Recebe a oferta mais perto da venda, como demonstração ou conversa com especialista.
Assim, cada pessoa vê a mensagem que combina com o momento dela, e a verba mais alta por clique fica com quem está mais perto de comprar.
Ofertas que funcionam no LinkedIn
Quem vê o anúncio no LinkedIn não estava procurando por ele. Pedir orçamento logo de cara costuma converter pouco. As ofertas que mais funcionam são as que entregam valor antes da venda:
- Diagnóstico ou avaliação da situação da empresa, feito por um especialista.
- Estudo ou levantamento do setor, com dados que o comprador usa no trabalho.
- Guia técnico ou checklist sobre um problema comum do público.
- Webinar ou apresentação técnica, com especialistas da empresa.
- Demonstração, para software e equipamentos.
Conteúdo sem formulário também tem espaço: posts patrocinados com a opinião dos especialistas constroem lembrança de marca, o trabalho descrito em geração de demanda B2B.
Formatos de anúncio
- Anúncios no feed, com imagem, vídeo, carrossel ou documento, que aparecem entre as publicações. São a base da maioria das campanhas.
- Documento, que permite folhear parte de um material no próprio feed e pedir o contato para o restante.
- Vídeo, bom para mostrar o produto ou o especialista explicando um problema.
- Mensagens patrocinadas, que chegam à caixa de entrada; funcionam para convites específicos, como um evento, e cansam quando usadas demais.
O texto do anúncio deve falar do problema do público, com a linguagem do cargo. Um anúncio para diretores fala de resultado e risco; um para engenheiros, de especificação e aplicação.
Como escrever anúncios para o LinkedIn
O anúncio disputa atenção com publicações de colegas e notícias do setor. As primeiras linhas precisam falar do problema do público, com as palavras que ele usa: “Paradas não programadas custam caro para a manutenção” chama mais atenção de um gerente de manutenção do que o nome da empresa.
Depois do gancho, uma frase de prova, como um resultado de cliente autorizado ou a experiência da equipe, e um convite claro para a oferta. A imagem funciona melhor quando é real: o especialista, o produto em uso, uma página do material oferecido. Imagens de banco genéricas se misturam ao feed e passam despercebidas.
Formulário nativo ou landing page
O formulário nativo abre dentro do LinkedIn, já preenchido com os dados do perfil. Isso aumenta muito o número de contatos, porque basta confirmar. A contrapartida é a qualidade: é fácil enviar sem pensar, e parte dos leads nem lembra do que pediu.
A landing page dá mais trabalho ao visitante e traz menos contatos, porém mais conscientes, e permite explicar melhor a oferta, como mostramos em landing page B2B. Um caminho comum é testar os dois e comparar não o custo por lead, mas o custo por lead que o comercial aceita.
Em qualquer caso, os contatos precisam chegar ao CRM no mesmo dia, por integração, e não por planilha baixada uma vez por semana.
Orçamento e lances
O LinkedIn costuma ter clique mais caro do que outras redes, e o valor muda conforme o público, a concorrência e o formato. Por isso vale começar com poucas campanhas, cada uma com verba suficiente para gerar dados, em vez de espalhar a verba em muitos públicos pequenos.
A conta que decide o investimento é a mesma de qualquer canal B2B: custo por oportunidade comparado ao valor de um contrato. Se a campanha traz propostas com custo aceitável, a verba cresce; se traz muitos contatos que o comercial recusa, o público ou a oferta precisam mudar.
Testes que valem a pena
Teste uma coisa por vez, com prazo e meta: duas ofertas para o mesmo público, dois ganchos no mesmo anúncio, formulário nativo contra landing page, imagem do especialista contra imagem do produto. Rode cada teste até ter contatos suficientes para comparar e decida pelo custo por lead aceito, e não só pela taxa de cliques. Troque os anúncios com frequência, porque o mesmo público vê a mesma peça muitas vezes e deixa de reagir.
Integração com o CRM
Os leads do formulário nativo ficam guardados no LinkedIn até alguém baixar. Sem integração, isso vira uma planilha semanal, e o contato esfria. A maioria dos CRMs e das ferramentas de automação tem conexão com o LinkedIn, que envia cada lead na hora, com a campanha de origem, e avisa o vendedor. É a configuração que mais faz diferença no resultado, e uma das mais esquecidas.
Como medir as campanhas
- Taxa de cliques e de abertura do formulário: mostram se o anúncio chama a atenção do público certo.
- Custo por lead: útil para comparar anúncios, mas insuficiente sozinho.
- Proporção de leads aceitos pelo comercial: separa volume de qualidade, com os critérios de MQL e SQL.
- Custo por oportunidade e por contrato: a métrica que decide a verba.
O LinkedIn também aceita o envio de eventos que acontecem depois do lead, como qualificação e venda, na mesma lógica das conversões off-line do Google Ads. Para montar o painel, veja o guia sobre o que é KPI.
Exemplo: empresa de software para indústrias
Imagine uma empresa que vende um sistema de manutenção para indústrias de médio porte. Quase ninguém procura esse sistema pelo nome no Google, mas os gerentes de manutenção sofrem com paradas e planilhas. A campanha no LinkedIn mostra, para gerentes e coordenadores de manutenção de indústrias da região, um checklist para reduzir paradas não programadas, com formulário nativo.
Quem baixa recebe uma sequência de e-mails com um caso e um convite para uma demonstração. Quem visita a página do sistema depois passa a ver anúncios de demonstração, agora com landing page. O comercial recebe os pedidos de demonstração com o histórico do lead no CRM.
LinkedIn Ads por tipo de empresa B2B
Indústria
Públicos de engenharia, manutenção, compras e operações, em setores e regiões atendidos. Ofertas técnicas, como fichas, estudos de aplicação e visita técnica, e anúncios com o produto em uso.
Serviços para empresas
Diretores e gestores das áreas que contratam o serviço, como financeiro, jurídico ou recursos humanos. Ofertas de diagnóstico e conteúdos sobre mudanças de regra que afetam o setor.
Software
Os usuários do sistema e quem aprova a compra, em públicos separados. Demonstração gravada para o público frio e demonstração ao vivo para quem já visitou o site.
LinkedIn Ads e LinkedIn orgânico
Os anúncios rendem mais quando a empresa e seus especialistas já publicam com frequência. Quem clica num anúncio e visita o perfil do autor encontra conteúdo que confirma a experiência; quem segue os especialistas reconhece a empresa quando vê o anúncio. Posts orgânicos que tiveram boa resposta também são os melhores candidatos a virar anúncio patrocinado.
Quando pausar ou mudar a campanha
Alguns sinais pedem mudança. Taxa de cliques caindo semana a semana indica anúncio cansado: troque a peça. Muitos leads recusados pelo comercial pelo mesmo motivo indicam público errado: ajuste cargos ou setores. Custo por oportunidade acima do que um contrato paga, depois de alguns testes de oferta e público, indica que o LinkedIn não é o canal certo para aquela oferta agora, e a verba rende mais em outra plataforma.
Antes de desistir, confira se o problema não está depois do clique: formulário longo, landing page fraca ou demora no atendimento derrubam qualquer campanha, em qualquer rede.
Como começar
- Definir o público com o comercial: cargos, setores, porte e região de quem compra.
- Escolher uma oferta de valor, como diagnóstico, estudo ou demonstração.
- Instalar a tag do LinkedIn no site e ligar os formulários ao CRM.
- Criar uma campanha com dois ou três anúncios e verba suficiente para gerar dados.
- Revisar em duas semanas: anúncios, público e a avaliação do comercial sobre os leads.
Erros comuns no LinkedIn Ads
- Pedir orçamento a quem não estava procurando. A oferta precisa entregar valor antes da venda.
- Público amplo demais. A verba vai para quem não participa da compra.
- Público pequeno demais. A entrega encarece e o anúncio cansa rápido.
- Julgar pelo custo por lead. O formulário nativo traz muito volume; o que importa é o lead aceito.
- Leads parados em planilha. Contato que espera dias por resposta esfria.
- Mesmo anúncio por meses. O público vê muitas vezes e para de reagir.
LinkedIn Ads com a North Star
Na North Star Growth, o LinkedIn entra no plano quando o público pede: definimos cargos e setores com o seu comercial, criamos as ofertas e os anúncios, ligamos os formulários ao CRM e medimos o custo por oportunidade, junto com as campanhas do Google e da Meta, no trabalho de agência de tráfego pago. O canal é uma das peças do plano de geração de leads B2B.
Perguntas frequentes sobre LinkedIn Ads
O que é LinkedIn Ads?
É a plataforma de anúncios do LinkedIn, que permite mostrar campanhas para profissionais escolhidos por cargo, função, setor e outros atributos.
LinkedIn Ads funciona para B2B?
Funciona bem quando o público é definido pelo cargo, cada venda tem valor alto e o cliente ainda não procura a solução no Google.
LinkedIn Ads é caro?
O clique costuma custar mais do que em outras redes, e o valor varia com o público e a concorrência. A conta certa compara o custo por oportunidade com o valor do contrato.
Qual a melhor oferta para LinkedIn Ads?
Ofertas que entregam valor antes da venda, como diagnóstico, estudo do setor, guia técnico, webinar ou demonstração.
Formulário nativo ou landing page?
O nativo traz mais contatos; a landing page, contatos mais conscientes. Teste os dois e compare o custo por lead aceito pelo comercial.
Dá para anunciar só para empresas específicas?
Dá. É possível subir uma lista de empresas e mostrar os anúncios só para quem trabalha nelas.
LinkedIn Ads faz remarketing?
Faz, com a tag do LinkedIn instalada no site, e com a vantagem de poder filtrar quem visitou o site por cargo e setor.
Quais formatos usar?
Anúncios no feed com imagem, vídeo, carrossel ou documento são a base. Mensagens patrocinadas funcionam para convites específicos.
Qual o tamanho ideal do público?
Nem pequeno a ponto de encarecer a entrega, nem amplo a ponto de alcançar quem não decide. Os primeiros testes mostram o ponto certo.
Como medir o resultado do LinkedIn Ads?
Além do custo por lead, acompanhe a proporção de leads aceitos pelo comercial e o custo por oportunidade e por contrato.
LinkedIn Ads ou Google Ads?
Os dois se completam. O Google alcança quem já procura; o LinkedIn alcança quem ainda não procura, filtrado por cargo e setor.
Preciso publicar no LinkedIn orgânico também?
Ajuda muito. Especialistas que publicam com frequência dão credibilidade aos anúncios, e os melhores posts viram anúncios.
Mensagem patrocinada funciona?
Funciona para convites específicos, como eventos e demonstrações, quando é personalizada. Usada demais, cansa o público.
Quanto tempo para ver resultado?
Os primeiros leads chegam nos primeiros dias. A qualidade melhora nas semanas seguintes, com ajustes de público, anúncio e oferta.
Como organizar os públicos?
Em três grupos: frio, com quem ainda não conhece a empresa; morno, com quem interagiu com conteúdo; e quente, com quem visitou páginas de serviço ou de preço.
Como escrever um bom anúncio no LinkedIn?
Começando pelo problema do público, com as palavras do cargo, seguido de uma prova e de um convite claro para a oferta, com imagem real.
Os leads do LinkedIn podem ir direto para o CRM?
Podem, por integração do CRM ou de uma ferramenta de automação, que envia cada lead na hora com a campanha de origem.
Quando trocar o anúncio?
Quando a taxa de cliques cai semana a semana, sinal de que o público já viu a peça muitas vezes. Trocar com frequência mantém a campanha viva.
A North Star Growth faz campanhas no LinkedIn Ads?
Faz, junto com Google e Meta, com público definido com o comercial, formulários ligados ao CRM e medição do custo por oportunidade.


