Palavras-chave B2B são os termos que compradores de empresas digitam no Google quando procuram um problema, uma solução ou um fornecedor. Diferente das buscas de consumo, elas têm pouco volume, linguagem técnica e muita variação entre setores, e por isso as ferramentas de palavras-chave costumam enxergar só uma parte delas.
Neste guia mostramos como encontrar palavras-chave B2B que trazem clientes: onde procurar, como ler a intenção de cada busca, como priorizar, como ligar cada termo a uma página e como evitar que duas páginas disputem a mesma busca. O tema aprofunda o guia de SEO para empresas B2B.
Por que palavras-chave B2B são diferentes
- Volume baixo, valor alto. Um termo com dezenas de buscas por mês pode trazer contratos que pagam o ano inteiro de marketing.
- Linguagem técnica. O comprador usa o nome da norma, do equipamento ou do processo, e não o nome comercial que a empresa usa no folder.
- Vários decisores. O engenheiro, o comprador e o diretor pesquisam coisas diferentes sobre a mesma compra.
- Ciclo longo. Há buscas de quem está descobrindo o problema e de quem está escolhendo o fornecedor, às vezes com meses de distância.
Onde encontrar palavras-chave B2B
As fontes se dividem em duas, e as de dentro da empresa costumam ser as melhores:
- Comercial: as perguntas que os clientes fazem antes de comprar.
- Search Console: as buscas em que o site já aparece, mesmo que lá embaixo. Essas duas fontes ficam dentro da empresa.
- Google Ads: os termos de pesquisa que já trouxeram contato e venda.
- Ferramentas: volume e concorrência, para completar e comparar. Essas duas ficam fora.

Fonte 1: o comercial e o atendimento
Uma hora de conversa com quem atende clientes rende mais palavras-chave do que um dia de ferramenta. Pergunte: como os clientes descrevem o problema na primeira ligação? Que nomes usam para o serviço? Que dúvidas aparecem antes da proposta? Com quais concorrentes comparam? Que objeções levantam?
Anote as expressões exatamente como o cliente fala. “Laudo de SPDA”, “AVCB vencido”, “parada de linha”, “retrofit de painel”: são esses termos, e não a descrição institucional, que o comprador digita no Google. Os e-mails e as mensagens dos clientes também são uma mina, porque mostram a linguagem escrita.
Fonte 2: o Search Console
O relatório de performance do Search Console mostra as buscas em que o site apareceu, com impressões, cliques e posição média, como explica a ajuda do Search Console. Para encontrar oportunidades, procure três grupos:
- Buscas entre a 8ª e a 30ª posição: o Google já associa o site ao tema; uma página melhor costuma subir rápido.
- Buscas com impressões e sem página própria: o site aparece com uma página genérica, que não responde bem à busca.
- Buscas com muitas impressões e poucos cliques: o título e a descrição não convencem.
Fonte 3: os termos de pesquisa do Google Ads
Quem já anuncia tem a fonte mais valiosa de todas: o relatório de termos de pesquisa, que mostra o que as pessoas digitaram antes de clicar, ligado às conversões. Com as conversões do CRM enviadas à conta, dá para saber quais termos trouxeram leads qualificados e contratos. Esses são os primeiros candidatos a ganhar páginas no SEO. O mesmo relatório mostra os termos a bloquear, como explicamos em palavras-chave negativas.
Fonte 4: as ferramentas de palavras-chave
O Planejador de palavras-chave do Google Ads sugere termos relacionados ao seu serviço e ao seu site e mostra estimativas de volume mensal e de custo. Ferramentas pagas de SEO acrescentam a dificuldade de posicionar e as palavras em que os concorrentes aparecem.
No B2B, as ferramentas têm um limite: muitos termos técnicos aparecem com volume zero ou muito baixo, mesmo tendo buscas reais. Use-as para completar e comparar, e não para descartar o que o comercial disse que o cliente pesquisa.
Ferramentas gratuitas ou pagas?
Para a maioria das empresas B2B, as fontes gratuitas resolvem o começo: Search Console, Planejador de palavras-chave, sugestões do Google e a conversa com o comercial. As ferramentas pagas ajudam quando o site cresce, mostrando as palavras-chave B2B em que os concorrentes aparecem e a dificuldade de cada termo. Elas aceleram a análise, mas não substituem o conhecimento de quem atende o cliente.
Outras fontes que ajudam
- Sugestões do próprio Google: o preenchimento automático da busca e as perguntas relacionadas mostram como as pessoas continuam a pesquisa.
- Sites dos concorrentes: os nomes das páginas de serviço e os temas do blog revelam termos que o mercado usa.
- Fóruns e grupos do setor: as dúvidas de profissionais mostram a linguagem técnica real.
- Normas, editais e catálogos: trazem os nomes oficiais que os compradores usam em cotação.
Intenção de busca: o que a pessoa quer
Cada termo carrega uma intenção, e é ela que decide a página certa. No B2B, quatro intenções aparecem com frequência:
- Entender o problema: “por que o motor esquenta”, “o que causa parada de linha”. Pedem um artigo que explique.
- Conhecer as soluções: “tipos de manutenção preditiva”, “inversor ou soft starter”. Pedem um guia ou comparativo.
- Escolher o fornecedor: “empresa de manutenção preditiva”, “fornecedor de inversor em São Paulo”. Pedem uma página de serviço com formulário.
- Decidir: “marca A ou marca B”, “quanto custa”, “como contratar”. Pedem comparativo, página de investimento ou de processo.
Uma forma simples de confirmar a intenção é pesquisar o termo e ver o que o Google mostra: se só aparecem artigos, uma página de serviço dificilmente vai ranquear ali, e vice-versa.
Palavras-chave por cargo do decisor
A mesma compra gera buscas diferentes conforme quem pesquisa. Numa contratação de manutenção industrial, o engenheiro procura pelo método e pela norma, como “análise de vibração em motores”; o comprador procura por fornecedor, prazo e condição, como “empresa de manutenção preditiva com contrato mensal”; o diretor procura por resultado e risco, como “como reduzir paradas não programadas”. Um mapa completo cobre os três, com páginas e artigos que falam a língua de cada um.
Sinônimos e variações regionais
O mesmo serviço pode ter nomes diferentes conforme o setor e a região. Uma empresa chama de “manutenção corretiva”, outra de “conserto”; um comprador fala “cotação”, outro “orçamento”. Siglas convivem com o nome por extenso. Vale listar as variações que os clientes usam, usar a principal no título e as outras ao longo do texto, sem criar uma página para cada sinônimo.
Sazonalidade e prazos
Muitas buscas B2B mudam ao longo do ano. Serviços ligados a obrigações legais ganham buscas perto dos prazos; equipamentos de climatização, antes do verão; serviços para o agronegócio, perto da safra. O Planejador de palavras-chave e o Search Console mostram essas variações mês a mês. Publicar e atualizar as páginas antes do pico dá tempo para o Google posicioná-las.
Cauda longa: onde o B2B ganha
Termos longos e específicos, como “manutenção preditiva de compressores para indústria de alimentos”, têm pouco volume, pouca concorrência e intenção muito clara. Somados, trazem a maior parte das visitas qualificadas de um site B2B. Por isso, em vez de disputar um termo genérico com centenas de concorrentes, vale responder bem a dezenas de termos específicos ligados ao que a empresa vende.
Como priorizar
Com a lista em mãos, cada termo recebe três notas simples:
- Valor para o negócio: o termo está ligado a um serviço que vende bem e dá margem?
- Intenção: quem busca está perto da compra?
- Chance de posicionar: o site já aparece para o termo ou para termos parecidos? A concorrência é alcançável?
Os primeiros a trabalhar são os de alto valor, intenção de compra e alguma presença atual. Termos genéricos e muito disputados ficam para depois, quando o site tiver mais autoridade no tema.
Uma página para cada intenção
O mapa de palavras-chave liga cada grupo de termos a uma página. Termos com a mesma intenção, como “empresa de manutenção preditiva” e “serviço de manutenção preditiva”, vão para a mesma página. Termos com intenções diferentes, como “o que é manutenção preditiva” e “empresa de manutenção preditiva”, vão para páginas diferentes: um artigo e uma página de serviço.
Quando o termo inclui uma cidade e a empresa atende de fato aquela região, entra o trabalho de SEO local, com página própria e conteúdo sobre o atendimento ali.
Canibalização: quando duas páginas disputam a mesma busca
Canibalização acontece quando duas páginas do site respondem à mesma busca, e o Google alterna entre elas sem firmar nenhuma. É comum em sites com vários artigos sobre o mesmo tema ou com uma página de serviço e um artigo que dizem quase a mesma coisa. O Search Console mostra isso: a mesma busca aparece ligada a duas páginas, com posições oscilando.
A solução é escolher a página principal para a busca, juntar o conteúdo útil da outra nela e redirecionar ou reorientar a segunda para outro termo. Foi o que fizemos no próprio blog da North Star ao organizar os artigos em grupos de tema.
Da lista de palavras ao calendário de conteúdo
O mapa de palavras-chave vira um plano de trabalho. Primeiro, as páginas de serviço que faltam ou que respondem mal às buscas de fornecedor. Depois, os artigos que respondem às buscas de problema e de solução, organizados em grupos de tema, cada um com um artigo principal e artigos menores ligados a ele e à página de serviço. A ordem segue a prioridade definida: valor para o negócio, intenção e chance de posicionar.
Cada item do calendário leva o termo principal, as variações, a intenção, a página de destino e os links internos previstos. Assim, quem escreve sabe exatamente qual pergunta o texto precisa responder.
Palavras-chave e o restante do SEO
Escolher o termo certo é só o começo. A página precisa estar acessível ao Google, como mostra o checklist de SEO técnico, e responder à busca com profundidade, usando o termo nos pontos certos, como título, H1 e primeiro parágrafo, e variações naturais no resto do texto. Repetir a palavra-chave à exaustão não ajuda; responder bem ajuda.
Exemplos por tipo de empresa
Indústria
Nome técnico do produto, aplicação, norma e material: “válvula borboleta em inox para alimentos”, “tubo de aço carbono schedule 40”. O volume é baixo e o comprador está perto da cotação.
Serviços para empresas
Problema e obrigação: “laudo de SPDA”, “regularização de AVCB”, “auditoria de folha de pagamento”. Muitos termos vêm de exigências legais, e a busca aumenta perto dos prazos.
Software
Função, integração e comparação: “sistema de manutenção com app”, “integração com ERP”, “alternativa ao sistema X”. Termos de comparação estão muito perto da decisão.
Palavras-chave para anúncios e para SEO
A pesquisa serve aos dois canais, com usos diferentes. No Google Ads, os termos de fornecedor e de decisão entram primeiro, porque trazem contato rápido, e os dados de conversão mostram quais vendem. No SEO, esses mesmos termos ganham páginas, e os de problema e de solução viram artigos que trazem o comprador mais cedo. O guia de tráfego pago B2B mostra a parte dos anúncios, e o de inbound marketing B2B, como os artigos levam o leitor até a compra.
Como saber se a escolha deu certo
Depois de publicar ou reescrever as páginas, acompanhe no Search Console as impressões e a posição dos grupos de termos, e não só de palavras isoladas. As impressões costumam subir primeiro, seguidas das posições e dos cliques. O teste final está no CRM: as páginas criadas para termos de fornecedor e decisão precisam trazer contatos, e os artigos precisam levar leitores às páginas de serviço. Termos que trazem visita e nenhum contato voltam para a análise de intenção.
Passo a passo resumido
- Conversar com o comercial e anotar as expressões dos clientes.
- Exportar as buscas do Search Console e os termos de pesquisa do Google Ads.
- Completar com o Planejador de palavras-chave e outras ferramentas.
- Agrupar os termos por intenção.
- Dar nota de valor, intenção e chance de posicionar.
- Ligar cada grupo a uma página, existente ou nova.
- Revisar o mapa a cada trimestre com os dados novos.
Erros comuns na escolha de palavras-chave B2B
- Escolher só pelo volume. Termos amplos trazem estudantes e candidatos, e não compradores.
- Descartar termos com volume zero. No B2B, as ferramentas não enxergam boa parte das buscas reais.
- Usar a linguagem da empresa, e não a do cliente.
- Várias páginas para a mesma intenção. Elas se canibalizam.
- Nunca revisar o mapa. O mercado muda e surgem termos novos.
Palavras-chave B2B com a North Star
Na North Star Growth, o mapa de palavras-chave começa por uma conversa com o seu comercial e pelos dados do Search Console e do Google Ads, e vira um plano de páginas e artigos com prioridade definida. É a base do nosso trabalho de agência de SEO.
Perguntas frequentes sobre palavras-chave B2B
O que são palavras-chave B2B?
São os termos que compradores de empresas digitam no Google ao procurar um problema, uma solução ou um fornecedor, com pouco volume e linguagem técnica.
Onde encontrar palavras-chave B2B?
No comercial, no Search Console, nos termos de pesquisa do Google Ads e, para completar, no Planejador de palavras-chave e em outras ferramentas.
Palavras-chave com volume zero valem a pena?
Muitas vezes, sim. As ferramentas não enxergam boa parte das buscas técnicas, e o comercial confirma se o cliente usa aquele termo.
O que é intenção de busca?
É o que a pessoa quer ao pesquisar: entender o problema, conhecer soluções, escolher fornecedor ou decidir. A intenção define o tipo de página.
O que é cauda longa?
São termos longos e específicos, com pouco volume e intenção clara. Somados, trazem a maior parte das visitas qualificadas no B2B.
Como priorizar as palavras-chave?
Pelo valor para o negócio, pela intenção de compra e pela chance de posicionar, começando pelos termos em que o site já aparece.
O que é canibalização?
É quando duas páginas do mesmo site disputam a mesma busca e o Google alterna entre elas sem firmar nenhuma.
Como resolver a canibalização?
Escolhendo a página principal, juntando nela o conteúdo útil da outra e redirecionando ou reorientando a segunda.
O Planejador de palavras-chave é gratuito?
É uma ferramenta do Google Ads. Ele sugere termos e mostra estimativas de volume mensal e de custo médio.
Quantas palavras-chave cada página deve ter?
Uma intenção principal por página, com o termo principal e suas variações. Intenções diferentes pedem páginas diferentes.
Devo repetir a palavra-chave no texto?
Nos pontos certos, como título, H1 e primeiro parágrafo. No resto do texto, variações naturais funcionam melhor do que repetição.
As mesmas palavras-chave servem para anúncios e SEO?
Servem, com usos diferentes: termos de fornecedor e decisão primeiro nos anúncios, e artigos para os termos de problema e solução no SEO.
Com que frequência revisar o mapa de palavras-chave?
A cada trimestre, com os dados novos do Search Console, do Google Ads e do comercial.
Concorrentes ajudam a encontrar palavras-chave?
Ajudam. As páginas de serviço e os temas do blog dos concorrentes mostram termos que o mercado usa.
Cada cargo pesquisa termos diferentes?
Pesquisa. O técnico busca pelo método e pela norma, o comprador pelo fornecedor e pela condição, e o diretor pelo resultado e pelo risco.
Preciso de uma página para cada sinônimo?
Não. Use o termo principal no título e as variações ao longo do texto. Páginas separadas para sinônimos se canibalizam.
Preciso de ferramenta paga para pesquisar palavras-chave B2B?
Não para começar. Search Console, Planejador de palavras-chave e o comercial resolvem a primeira lista. Ferramentas pagas ajudam a analisar concorrentes quando o site cresce.
Palavras-chave com nome de cidade valem a pena?
Valem quando a empresa atende de fato aquela região e tem o que dizer sobre o atendimento ali. Caso contrário, a página tende a ser rasa e repetida.
A North Star Growth faz pesquisa de palavras-chave?
Faz, a partir do seu comercial, do Search Console e do Google Ads, e transforma o resultado num plano de páginas e artigos.


