SEO técnico é a parte do SEO que cuida para o Google conseguir acessar, ler e entender cada página do site. Antes de avaliar se um conteúdo é bom, o buscador precisa encontrar a página, saber que ela deve aparecer nas buscas, carregá-la no celular e entender do que ela trata. Quando algo falha nesse caminho, o melhor texto do mundo não aparece.
Este checklist de SEO técnico reúne os pontos que mais derrubam sites de empresas: rastreamento, indexação, páginas duplicadas, versão para celular, velocidade, sitemap, dados estruturados, redirecionamentos e a rotina de acompanhamento no Search Console. O tema faz parte do guia de SEO para empresas B2B.
Em sites de empresas, os problemas técnicos costumam ser silenciosos. O site abre normalmente para quem visita, e ninguém percebe que metade das páginas de serviço está fora do índice, ou que a versão de celular demora a carregar. Só uma revisão sistemática encontra esses pontos, e é por isso que o SEO técnico vem antes de qualquer trabalho de conteúdo.
O checklist em duas partes
O SEO técnico responde a duas perguntas, com quatro grupos de itens:
- Rastreamento: o Google consegue chegar às páginas? Robots, links internos e erros.
- Indexação: as páginas certas estão no índice, sem duplicadas?
- Velocidade e celular: o Google consegue carregar a página bem no telefone? Core Web Vitals e leitura no celular.
- Estrutura: o Google entende do que cada página trata? Títulos, sitemap e dados estruturados.

Rastreamento: o Google consegue chegar às páginas?
O Google descobre as páginas seguindo links e lendo o sitemap. Uma página sem nenhum link interno apontando para ela, ou bloqueada por engano, fica invisível. Os pontos de verificação são estes:
- Arquivo robots.txt: confere se nenhuma pasta importante está bloqueada. O guia do Google sobre robots.txt explica que ele controla o rastreamento, e não serve para tirar uma página do Google; para isso, usa-se a marcação noindex.
- Links internos: cada página importante precisa receber links de outras páginas do site, com textos que digam do que ela trata.
- Erros de servidor e páginas inexistentes: links quebrados e páginas que respondem com erro desperdiçam o rastreamento e frustram o visitante.
- Conteúdo carregado só por script: textos que dependem de interações para aparecer podem não ser lidos; o conteúdo principal deve estar no HTML da página.
Arquitetura do site e profundidade
A forma como as páginas se ligam também é técnica. As páginas que mais importam para o negócio, como as de serviço, devem estar a poucos cliques da página inicial, de preferência no menu ou em seções de destaque. Páginas escondidas em níveis profundos recebem menos visitas do rastreador e menos força dos links internos.
Uma trilha de navegação no alto de cada página, com o caminho até ela, ajuda o visitante a se localizar e ajuda o Google a entender a hierarquia. Agrupar o conteúdo por tema, com um artigo pilar ligado a artigos menores, reforça a mesma ideia no blog.
Páginas órfãs
Página órfã é a que existe no site, mas não recebe nenhum link interno. Ela costuma surgir quando uma campanha antiga sai do menu ou quando um artigo é publicado e esquecido. O Google pode até encontrá-la pelo sitemap, mas trata como menos importante. A correção é ligar a página a partir de conteúdos relacionados, ou removê-la se não tiver mais função.
Indexação: as páginas certas estão no Google?
O relatório de indexação de páginas do Search Console mostra quais páginas estão no índice e quais ficaram de fora, com o motivo. Os casos mais comuns em sites de empresas:
- Noindex esquecido: o site foi construído com a opção de não aparecer no Google e ninguém desmarcou ao publicar.
- Página rastreada, mas não indexada: o Google leu e decidiu não incluir, muitas vezes por conteúdo raso ou parecido demais com outra página.
- Página alternativa com tag canônica: o Google escolheu outra versão como principal, o que é normal quando há variações de endereço.
- Páginas que não deviam estar no índice: resultados de busca interna, páginas de teste, arquivos de anexos e versões antigas do site.
Páginas duplicadas e tag canônica
O mesmo conteúdo pode existir em vários endereços: com e sem “www”, com e sem barra no fim, com parâmetros de campanha, numa versão para impressão. Para o Google, são páginas diferentes disputando a mesma busca. A solução é indicar a versão principal com a tag canônica e redirecionar as variações quando possível, como orienta o guia do Google sobre consolidação de URLs duplicados.
Duplicação também acontece no conteúdo: páginas de serviço muito parecidas, páginas por cidade que só trocam o nome, descrições de produto copiadas do fornecedor. Nesses casos, a canônica não resolve; o caminho é escrever conteúdo próprio ou juntar as páginas numa só.
Versão para celular
O Google usa principalmente a versão para celular das páginas para indexar e classificar, como explica a documentação sobre indexação com prioridade para dispositivos móveis. Para o SEO, isso quer dizer que o conteúdo, os títulos, os links e os dados estruturados precisam estar na versão de celular, e não só na de computador.
Sites que escondem textos no celular para “ficar mais limpo” perdem esse conteúdo para o Google. A solução é organizar a página para o telefone, com blocos mais curtos e seções recolhíveis, sem tirar o texto.
Velocidade e Core Web Vitals
As Core Web Vitals medem a experiência de carregamento: quanto tempo o conteúdo principal leva para aparecer, quanto a página demora para responder a um toque e quanto o layout se mexe enquanto carrega. Os problemas mais comuns em sites de empresas:
- Imagens enormes, sem compressão e sem tamanho definido.
- Muitos plugins e scripts de terceiros carregando em todas as páginas.
- Fontes e vídeos carregados antes do conteúdo.
- Hospedagem lenta e sem cache.
O relatório de Core Web Vitals do Search Console mostra quais grupos de páginas estão bem e quais precisam de ajuste, com dados de visitantes reais.
Imagens: tamanho, formato e texto alternativo
Imagens costumam ser o maior peso das páginas. Envie as fotos no tamanho em que vão aparecer, e não com a resolução original da câmera; prefira formatos modernos, como WebP; informe largura e altura, para o layout não pular durante o carregamento; e deixe as imagens abaixo da primeira tela carregarem só quando o visitante chegar até elas. O texto alternativo descreve o que a imagem mostra, para quem usa leitor de tela e para o Google.
Sitemap
O sitemap é a lista de páginas que o site quer ver no Google. Ele deve conter só as páginas que importam, sem redirecionamentos nem páginas com noindex, e ser enviado ao Search Console, como explica o guia de sitemaps do Google. A maioria das plataformas gera e atualiza o sitemap sozinha; o trabalho é conferir se ele está correto.
Títulos, descrições e cabeçalhos
- Título da página: único, com o assunto principal, do tamanho que cabe na busca.
- Descrição: única, com o que a pessoa vai encontrar e um motivo para clicar.
- Um H1 por página, com o assunto principal, e subtítulos organizados em H2 e H3.
- Texto alternativo nas imagens, descrevendo o que elas mostram.
- Endereços curtos e legíveis, sem códigos e números sem sentido.
Títulos e descrições repetidos em várias páginas impedem o Google de entender a diferença entre elas e costumam aparecer em sites montados a partir de um modelo copiado.
Dados estruturados
Dados estruturados são marcações no código que dizem ao Google, de forma padronizada, o que existe na página: a organização, o serviço, as perguntas frequentes, a trilha de navegação, os dados de uma empresa local. A documentação de dados estruturados explica os tipos e as regras. Eles ajudam o buscador a entender a página e podem gerar resultados mais completos na busca, mas não compensam conteúdo fraco.
O erro mais comum é marcar o que não está visível na página, como perguntas que não aparecem no texto. A marcação precisa refletir o conteúdo real.
Redirecionamentos
Quando um endereço muda, o antigo precisa levar ao novo com um redirecionamento 301. Sem isso, o Google encontra páginas de erro e o histórico de posição se perde. Os cuidados:
- Redirecionar para a página equivalente, e não sempre para a página inicial.
- Evitar cadeias, em que um endereço leva a outro que leva a outro.
- Atualizar os links internos para o endereço novo, sem depender do redirecionamento.
- Conferir no Search Console, nas semanas seguintes, se sobrou algum endereço com erro.
Segurança e HTTPS
O site inteiro deve abrir com HTTPS, com certificado válido, e as versões sem HTTPS devem redirecionar para a versão segura. Conteúdo misto, como imagens carregadas por HTTP numa página HTTPS, gera avisos no navegador e precisa ser corrigido. Plataforma e plugins atualizados evitam invasões que costumam injetar páginas de spam no site, um problema de SEO e de reputação.
SEO técnico em sites WordPress
O WordPress resolve parte do trabalho com um plugin de SEO, que gera sitemap, títulos, descrições e dados estruturados básicos. Os cuidados ficam por conta de páginas de anexo e de tags que entram no índice sem necessidade, de plugins demais pesando na velocidade, de temas que escondem conteúdo no celular e de atualizações atrasadas. Uma revisão técnica periódica evita que esses detalhes se acumulem.
Auditoria técnica: por onde começar
- Conferir no Search Console o relatório de indexação de páginas e os motivos de exclusão.
- Rastrear o site com uma ferramenta de auditoria para listar erros, redirecionamentos, títulos e descrições repetidos.
- Revisar o robots.txt e a presença de noindex nas páginas importantes.
- Medir as Core Web Vitals e a leitura no celular das páginas que mais recebem visitas.
- Conferir sitemap, dados estruturados e HTTPS.
- Organizar a lista de correções por impacto e por esforço.
Ferramentas para o SEO técnico
- Search Console: indexação, Core Web Vitals, sitemaps, erros e avisos enviados por e-mail.
- PageSpeed Insights: mede a velocidade de uma página no celular e no computador e aponta o que mais pesa.
- Rastreador de sites: ferramentas que percorrem o site como o Google e listam erros, redirecionamentos, títulos repetidos e páginas sem link.
- Plugin de SEO da plataforma: gera sitemap, títulos, descrições e dados estruturados básicos.
Prioridade: o que corrigir primeiro
Nem todo erro tem o mesmo peso. Primeiro, tudo o que impede páginas importantes de aparecer: noindex esquecido, bloqueio no robots.txt, erros de servidor, redirecionamentos quebrados. Depois, o que divide a força do site, como duplicação e páginas parecidas. Em seguida, velocidade e celular. Por último, os refinamentos, como dados estruturados extras e ajustes finos de títulos.
Como acompanhar depois das correções
- Páginas indexadas: número de páginas importantes no índice subindo.
- Impressões no Search Console: costumam ser o primeiro sinal de melhora, antes dos cliques.
- Core Web Vitals: grupos de páginas saindo do estado “ruim”.
- Erros novos: o Search Console avisa por e-mail; vale ler.
Exemplo: site de uma indústria depois de um redesenho
Imagine uma indústria que trocou de site e, dois meses depois, percebeu queda nas visitas. A auditoria mostra três problemas: as páginas de produto do site antigo não foram redirecionadas, o novo site ficou com noindex nas páginas de categoria e as imagens dos catálogos, sem compressão, deixaram o celular lento.
As correções seguem a ordem de prioridade: redirecionamentos 301 de cada produto antigo para o novo, retirada do noindex, compressão das imagens. Nas semanas seguintes, o relatório de indexação mostra as páginas voltando ao índice, e as impressões começam a subir antes dos cliques.
Checklist rápido de SEO técnico
- Nenhuma página importante com noindex ou bloqueada no robots.txt.
- Uma versão de cada endereço, com canônica e redirecionamentos das variações.
- Conteúdo completo na versão de celular.
- Core Web Vitals sem grupos de páginas no estado ruim.
- Sitemap só com as páginas que importam, enviado ao Search Console.
- Títulos, descrições e H1 únicos em cada página.
- Dados estruturados que refletem o conteúdo visível.
- Redirecionamentos 301 sem cadeias e links internos atualizados.
- Site inteiro em HTTPS, plataforma e plugins atualizados.
Erros comuns de SEO técnico
- Publicar o site novo com a opção de não aparecer no Google marcada.
- Usar o robots.txt para tirar páginas do Google, em vez de noindex.
- Redirecionar tudo para a página inicial numa troca de site.
- Esconder texto no celular.
- Marcar dados estruturados que não aparecem na página.
- Corrigir uma vez e nunca mais olhar o Search Console.
SEO técnico e o resto do SEO
A parte técnica abre o caminho; o conteúdo e a autoridade fazem a página subir. Depois das correções, o trabalho segue com as palavras-chave B2B certas para cada página e, para empresas que atendem uma região, com o SEO local. Se o site precisa ser refeito, o guia de como criar um site para empresa mostra como já nascer com a base técnica certa.
SEO técnico com a North Star
Na North Star Growth, todo projeto de SEO começa pela auditoria técnica. As correções são aplicadas em lotes, com simulação antes e conferência depois, e acompanhadas no Search Console. Quando o problema está na estrutura do site, a criação de sites resolve de uma vez.
Perguntas frequentes sobre SEO técnico
O que é SEO técnico?
É a parte do SEO que garante que o Google consiga acessar, ler e entender cada página do site: rastreamento, indexação, celular, velocidade, sitemap e dados estruturados.
Qual a diferença entre SEO técnico e SEO de conteúdo?
O técnico cuida para o Google conseguir ler o site. O de conteúdo cuida para as páginas responderem bem às buscas. Os dois são necessários.
O robots.txt tira uma página do Google?
Não. Segundo o Google, o robots.txt controla o rastreamento. Para tirar uma página do índice, usa-se a marcação noindex.
Como saber quais páginas estão no Google?
Pelo relatório de indexação de páginas do Search Console, que mostra as páginas incluídas e as excluídas, com o motivo.
O que é tag canônica?
É a indicação da versão principal de uma página quando o mesmo conteúdo existe em vários endereços.
O Google usa a versão de celular?
Usa principalmente a versão para celular para indexar e classificar. O conteúdo precisa estar completo nela.
O que são Core Web Vitals?
São métricas de experiência de carregamento: tempo para o conteúdo principal aparecer, resposta ao toque e estabilidade do layout.
Sitemap é obrigatório?
Não é obrigatório, mas ajuda o Google a encontrar as páginas importantes. Deve listar só as páginas que devem aparecer.
Dados estruturados melhoram a posição?
Ajudam o Google a entender a página e podem gerar resultados mais completos, mas não compensam conteúdo fraco.
O que fazer com páginas duplicadas?
Indicar a versão principal com a canônica e redirecionar as variações. Quando o conteúdo é parecido, reescrever ou juntar as páginas.
Como trocar de site sem perder posição?
Redirecionando cada endereço antigo para a página nova equivalente com 301 e acompanhando o Search Console nas semanas seguintes.
Com que frequência fazer auditoria técnica?
Uma auditoria completa por ano e uma conferência mensal do Search Console costumam bastar, além de revisão a cada mudança grande no site.
O que corrigir primeiro?
O que impede páginas importantes de aparecer: noindex esquecido, bloqueios, erros e redirecionamentos quebrados. Depois, duplicação e velocidade.
WordPress é bom para SEO técnico?
É, com um plugin de SEO e cuidados com velocidade, páginas de anexo, atualizações e temas que escondem conteúdo no celular.
HTTPS influencia o SEO?
O site deve abrir inteiro com HTTPS e certificado válido. Além da segurança, evita avisos que afastam o visitante.
O que é página órfã?
É uma página que existe no site, mas não recebe nenhum link interno. O Google tende a tratá-la como pouco importante.
Como medir a velocidade do site?
Pelo PageSpeed Insights, página a página, e pelo relatório de Core Web Vitals do Search Console, com dados de visitantes reais.
A North Star Growth faz SEO técnico?
Faz. Todo projeto de SEO começa pela auditoria técnica, com correções em lotes, simuladas antes e conferidas depois.


